22
DE abr
DE 2015
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Em que época você vive?

Depois de um bom tempinho sem postar por um motivo maior, (vulgo falta de tempo), venho hoje com aquele desejo incontrolável de escrever.

Para falar bem a verdade, eu nunca sei começar algo que chama minha atenção, mas então me digam vocês. Em que epoca voces vivem? Não, eu não me refiro ao ano.

Todos sabem que hoje somos considerados o futuro, a modernidade, a nova geração. Mas será que essa tal geração nova é realmente uma boa ideia?! Hoje em dia as coisas estão diferentes, os gostos, a forma de se comportar, a cultura, tudo relativo ao nosso dia a dia teve uma mudança drástica em relação a 50 anos atrás.

Essa é a hora que vocês questionam minha tão pouca idade, com o tempo que estou voltando para explicar minha teoria. A questão é que ninguem precisa ser velho para reconhecer as diferenças que ocorreu na sociedade durante as ultimas décadas.

Não quero usar meu lado “machista” muito menos o “feminista”. Eu sempre me vi em cima do muro. De acordo com todas as formas de vida, cultura, e afins eu nunca tive uma opinião formada sobre a escolha de cada um desses lados. Se eu concordar ou discordar com algum tabu da década de 60/70 muitos vão me julgar. Mas essa não é a intenção.

Explicando de uma forma melhor, o que me incentivou bastante a escrever esse texto foi um filme, que sem duvidas esta no top 5 dos meus preferidos , e que já assisti inumeras vezes e nunca me canso, Grease nos tempos da brilhantina. Ao chegar no famoso clipe da musica “summer nights” me bateu uma melancolia.

Ao assistir o filme, principalmente a parte musical, eu tentei relacionar tal época com a atual. A forma de se comportar é o que mais me chocou disso tudo. As mulheres, até mesmo as mais “fogosas” sabiam se preservar, seguiam a risca os costumes da sociedade. Porém com a idéia dos tais “direitos iguais” as coisas começaram a ficar fora de controle. Eu não sou de forma alguma contra o feminismo. Eu sempre fui a favor das mulheres ter um lugar privilegiado na sociedade e com os mesmos direitos dos homens. Porém não é por que foi dado a mulher uma certa liberdade dentro da sociedade, que seria certo ela se desvalorizar. E foi isso que aconteceu durante as decadas.

Longe de mim querer julgar ou repreender atitudes, e estilos atuais. Mas se me perguntassem em que décda eu gostaria de nascer, com certeza não seria a de 2000.

Como eu disse a mudança é visivel, antes as pessoas nasciam ouvindo clássico, passavam pro rock, e assim o gosto evoluia a medida que a pessoa mudava de fase na vida.

Hoje, (minha geração “/ ), as crianças nascem ouvindo na boca da garrafa, vai para o créu e de uma vez, sem aviso previo ja passam pro “avistei a novinha no grau, sabe o que ela quer? Pau”. Mais uma vez digo, não estou descriminando o funk, até mesmo por que eu não dispenso dançar alguns em alguma festa que eu vá. Mas cadê aquele bom gosto musical que havia a algumas décadas atrás? Será que as crianças hoje sabem o que é um bom rock ou mpb? Será que elas conhecem o Aborto eletrico, ou legiao urbana como prefere, um paralamas do sucesso, um Caetano veloso, Cassia eller, Cazuza, mamonas assassinas gente!! Será que todas as crianças hoje sabem quem foram esses?

Eu dou graças a deus a minha familia por ter me incentivado desde que nasci a ouvir musica boa, por que infelizmente se depender da minha geração eu estaria nesse momento aprendendo a sequência do Vrau.

Por essas palavras, muitos desacreditam da minha idade. Alguns preferem dizer que eu sou moça com espirito de idosa.

Não pensem que eu estou esquecendo dos homens, essa é outra raça complicada. Ao longo das décadas os homens estão se diminuindo. Para nós mulheres isso é otimo, porque cada vez mais estamos acima. Mas as coisas não podem ser assim. Temos que manter a balança equilibrada para a sociedade fluir.

O tema desse texto é algo que eu ja sabia, mas tive minha certeza hoje. Eu nasci na época errada. Eu sou a favor da época em que a boa musica predominava, que as roupas eram mais engomadas, e as mulheres eram mais respeitadas.

#OMeuLugarNãoÉAqui

1
DE abr
DE 2015
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Dançando sobre cacos de vidro – Ka Hancock

dançando sobre cacos de vidro

Creio eu que essa vai ser uma resenha longa. Primeiramente gostaria de dizer que essa vai ser uma resenha diferente. Para eu não ter o problema de privar minhas palavras ou comentários, e para evitar Spoiler, peço que quem não os aceite pare por aqui, pois dessa vez eu preciso expor meu ponto de vista por completo.

ABAIXO CONTÉM SPOILER!!!!!

Lucy e Mickey. Ela sofre com problema hereditário de câncer, ele sofre com transtorno bipolar. Muitas vezes quando citam transtorno bipolar as pessoas não sabem ao certo sua definição. Para muitos é basicamente uma oscilação de humor, mas a realidade vai muito além. O Transtorno bipolar é uma doença que afeta a saúde e o bem-estar de alguém, correndo o risco de morte. O Câncer já é bastante conhecido na literatura estrangeira.

Pois bem, Dançando sobre cacos de vidro nos trás duas pessoas iguais, mas ao mesmo tempo diferentes. Eles tem algo em comum, ambas as doenças vão os perseguir pelo resto da vida. Mas isso não os impediu de lutarem contra ela, lutar a favor da vida e do amor.

Desde o inicio eu temi pela doença dos dois. Desde o inicio minha garganta dava um nó somente por pensar que Mickey poderia estragar tudo com seu descontrole, ou que a doença de Lucy fosse os atrapalhar. Como eu estava enganada. Esses não eram mais o menor dos problemas, com essas situações o casal já havia aprendido a lidar.

Mas será que a morte, iria ser cruel ao ponto de os separar? Durante a história analisei cada situação com base nisso. Como disse, o acontecimento que eu tanto achei que iria acontecer, não aconteceu. O retorno do câncer da mulher não aconteceu de inicio, porém outro obstaculo apareceu na vida do casal, talvez bom, talvez ruim, depende do ponto de vista do leitor. Lucy fica grávida. Seria realmente certo trazer ao mundo um serzinho, para correr o risco de herdar o tão temido câncer , ou mesmo o tão pouco abordado transtorno bipolar? Talvez a criança herdasse as duas doenças juntas, ou quem sabe nenhuma. A duvida matava-os por dentro. Pra ser bastante sincera eu me questionei a todo tempo até finalmente aceitar que sim, eles deveriam correr o risco. A criança seria o fruto do amor dos dois. Foi quando uma nova situação aparece para destruir os sonhos do casal. O câncer de Lucy voltara. Agora já alastrado.

Gravida e com câncer, seria a vida cruel com Lucy? Talvez não, talvez tudo tenha acontecido por uma razão. Você pode estar se perguntando o porque de eu usar tanto o “talvez”, mas é justamente isso que esta sustentando a vida de ambos. Aquele grande TALVEZ, no momento o futuro era incerto. O câncer de Lucy já não era mais novidade, pela segunda vez já não tinham mais esperança. O aborto seria apenas uma prolongação do tempo de vida da mulher, nunca saberíamos dizer o quanto, 1 semana, 1 mes, talvez anos. Por outro lado ela poderia ter sua menininha e quem sabe a chance de Continuar a quimioterapia após o nascimento. Mas a morte era inevitável. Todos sabiam disso, principalmente Mickey, porém ninguém queria acredita. Alias, quem mesmo quer aceitar que a morte esta rondando aqueles que amamos?!

A história é angustiante e cheia de duvidas, à todo momento eu me perguntei se ela deveria abortar e lutar para viver, ou dar a vida a sua menininha e aceitar a morte como um acalento. E sim, minha opinião foi a segunda. Não por querer a morte da personagem, mas qual o motivo para adiar o inevitável?

Essa foi uma leitura regada de lágrimas, angustia, sorrisos e esperança. Com ele eu aprendi que nada na vida é por acaso. Que as escolhas que fazemos e o modo como vemos cada situação, é que define o rumo para qual vamos seguir. Esse é um livro que eu não me arrependo nem um milésimo. Indico para todos, independente da sua preferência de gêneros. Essa é uma história que todos deveriam conhecer, pois todo relacionamento vai, eventualmente, dançar sobre cacos de vidro.