1
DE abr
DE 2015
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Dançando sobre cacos de vidro – Ka Hancock

dançando sobre cacos de vidro

Creio eu que essa vai ser uma resenha longa. Primeiramente gostaria de dizer que essa vai ser uma resenha diferente. Para eu não ter o problema de privar minhas palavras ou comentários, e para evitar Spoiler, peço que quem não os aceite pare por aqui, pois dessa vez eu preciso expor meu ponto de vista por completo.

ABAIXO CONTÉM SPOILER!!!!!

Lucy e Mickey. Ela sofre com problema hereditário de câncer, ele sofre com transtorno bipolar. Muitas vezes quando citam transtorno bipolar as pessoas não sabem ao certo sua definição. Para muitos é basicamente uma oscilação de humor, mas a realidade vai muito além. O Transtorno bipolar é uma doença que afeta a saúde e o bem-estar de alguém, correndo o risco de morte. O Câncer já é bastante conhecido na literatura estrangeira.

Pois bem, Dançando sobre cacos de vidro nos trás duas pessoas iguais, mas ao mesmo tempo diferentes. Eles tem algo em comum, ambas as doenças vão os perseguir pelo resto da vida. Mas isso não os impediu de lutarem contra ela, lutar a favor da vida e do amor.

Desde o inicio eu temi pela doença dos dois. Desde o inicio minha garganta dava um nó somente por pensar que Mickey poderia estragar tudo com seu descontrole, ou que a doença de Lucy fosse os atrapalhar. Como eu estava enganada. Esses não eram mais o menor dos problemas, com essas situações o casal já havia aprendido a lidar.

Mas será que a morte, iria ser cruel ao ponto de os separar? Durante a história analisei cada situação com base nisso. Como disse, o acontecimento que eu tanto achei que iria acontecer, não aconteceu. O retorno do câncer da mulher não aconteceu de inicio, porém outro obstaculo apareceu na vida do casal, talvez bom, talvez ruim, depende do ponto de vista do leitor. Lucy fica grávida. Seria realmente certo trazer ao mundo um serzinho, para correr o risco de herdar o tão temido câncer , ou mesmo o tão pouco abordado transtorno bipolar? Talvez a criança herdasse as duas doenças juntas, ou quem sabe nenhuma. A duvida matava-os por dentro. Pra ser bastante sincera eu me questionei a todo tempo até finalmente aceitar que sim, eles deveriam correr o risco. A criança seria o fruto do amor dos dois. Foi quando uma nova situação aparece para destruir os sonhos do casal. O câncer de Lucy voltara. Agora já alastrado.

Gravida e com câncer, seria a vida cruel com Lucy? Talvez não, talvez tudo tenha acontecido por uma razão. Você pode estar se perguntando o porque de eu usar tanto o “talvez”, mas é justamente isso que esta sustentando a vida de ambos. Aquele grande TALVEZ, no momento o futuro era incerto. O câncer de Lucy já não era mais novidade, pela segunda vez já não tinham mais esperança. O aborto seria apenas uma prolongação do tempo de vida da mulher, nunca saberíamos dizer o quanto, 1 semana, 1 mes, talvez anos. Por outro lado ela poderia ter sua menininha e quem sabe a chance de Continuar a quimioterapia após o nascimento. Mas a morte era inevitável. Todos sabiam disso, principalmente Mickey, porém ninguém queria acredita. Alias, quem mesmo quer aceitar que a morte esta rondando aqueles que amamos?!

A história é angustiante e cheia de duvidas, à todo momento eu me perguntei se ela deveria abortar e lutar para viver, ou dar a vida a sua menininha e aceitar a morte como um acalento. E sim, minha opinião foi a segunda. Não por querer a morte da personagem, mas qual o motivo para adiar o inevitável?

Essa foi uma leitura regada de lágrimas, angustia, sorrisos e esperança. Com ele eu aprendi que nada na vida é por acaso. Que as escolhas que fazemos e o modo como vemos cada situação, é que define o rumo para qual vamos seguir. Esse é um livro que eu não me arrependo nem um milésimo. Indico para todos, independente da sua preferência de gêneros. Essa é uma história que todos deveriam conhecer, pois todo relacionamento vai, eventualmente, dançar sobre cacos de vidro.

21
DE fev
DE 2015
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O mágico de OZ

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“O mágico de OZ”, esse é sem duvida uma das histórias mais consagradas até hoje pelo público variado, de todas as idades. O livro conta a história de Dorothy, uma garotinha humilde que reside no Kansas junto de seu cachorrinho Totó. Em um dia qualquer, um tornado se aproxima da casa onde Dorothy mora com os tios. Prevendo a chegada do tornado, tio Henry alerta a mulher e a sobrinha, para que se escondam. Porém por um descuido Dorothy fica para trás, junto de seu fiel amigo Totó. Ela adormece, e acorda em um lugar diferente. A terra de OZ. Lá a menina vê em torno de si lugares bonitos para se morar, como lugares sombrios no qual ela tenta se manter afastada. Ela faz amigos, o espantalho solitário em busca de um cérebro para ser tão inteligente quanto todos os outros, o lenhador de lata em busca de um coração para poder reviver um romance com uma moça da região, e um leão covarde em busca da coragem para se tornar um rei da selva. Dorothy também tinha um desejo, poder voltar com totó para o Kansas.

 

 A história nada mais é do que um conto infantil, que sem duvida é de tocar pessoas de qualquer idade. Dorothy, e seus amigos vão em busca de OZ para que lhe conceda os desejos, dirigindo se assim pela estrada de tijolos amarelos. Durante todo o tempo há pedras no caminhos deles, em cada hora um desafio os aguarda provando a cada um que eles tem tudo o que desejam, mas infelizmente nem todos tem confiança em si, e no poder que vos é concedido.

Posso citar por exemplo o

espantalho. Desde o inicio ele dizia ser burro por não ter um cerebro. Oz como um bom farsante, lhe deu o que ele tanto queria. Ou melhor, lhe deu o que ele precisava. Confiança. Acreditando que lhe foi colocado um cérebro na sua cabeça de palha, o espantalho lhe permitiu abrir a mente para ter novas idéias que até então estava escondido dentro de si.

 

Já o homem de lata deseja ter um coração, o que ele não sabia, é que não precisava de um coração para sentir amor, ou afeto. O carinho por Dorothy, e a forma como ele a protegeu até a cidade das esmeraldas era o resultado de todo o amor que havia em si. Mas como também lhe faltava confiança, o grande oz lhe deu o seu tão sonhado coração. Mesmo sendo um simples objeto pulsante, o coração lhe deu a confiança que o lenhador tanto precisava.

Depois vem o leão e sua falta de coragem. Onde já se viu isso? Um leão covarde. Pois bem, como o proprio mágico de oz disse, “A verdadeira coragem consiste em enfrentar o perigo mesmo com medo. E isso você tem de sobra” então foi lhe dado uma substancia para beber. Mas não seria de serventia alguma. A coragem já estava no coração do leão. Ele só precisava de um incentivo para liberta-la.

Por ultimo vem a pequena Dorothy, desde o inicio ela poderia ter voltado para sua casa. Mas novamente a falta de confiança vem a tona. Nossa menina ignorava o poder que tinha em suas mãos. Ou melhor, em seus pés. Os sapatinhos prateados eram sua arma, mas ela ignorou esse poder, dando assim oportunidade a

 si de ajudar seus amigos a conseguirem aquilo que tanto almejaram.

 

 É nesse ponto que eu quero chegar, “O mágico de OZ” é um conto para nos lembrar de 2 fatores essenciais na nossa vida: a importância da amizade e da confiança. A falta de confiança atrapalhou Dorothy e seus amigos. Porém a amizade fortaleceu a cada obstáculo. O espantalho, o lenhador e o leão já náo tinham mais com o que se preocupar, e dorothy pode seguir novamente pela estrada de tijolos amarelos voltando então para sua tão aguardada casa.

5 estrelas